
Para muitos, o dia só começa de verdade depois da primeira xícara de café. Essa relação íntima, quase afetiva, faz com que a bebida seja considerada o melhor amigo das manhãs. O médico Darcy Roberto Lima, em 101 Razões Para Tomar Café, destaca que além do prazer sensorial, a cafeína estimula o sistema nervoso central, melhora a concentração e aumenta a disposição logo nas primeiras horas do dia.
No Brasil, o café da manhã se tornou um símbolo cultural. Luciana Mastrorosa, em Pingado e pão na chapa, mostra como o simples hábito de molhar o pão no café com leite transcende gerações e evoca memórias afetivas. Essa tradição popular convive harmoniosamente com versões mais sofisticadas, como o cappuccino ou o café filtrado com grãos especiais.
Do ponto de vista gastronômico, Giuliana Bastos, em seu Dicionário Gastronômico: café com suas receitas, revela a versatilidade da bebida. Ela pode ser servida pura, adoçada, com leite, ou ainda utilizada em receitas de bolos, sobremesas e drinks. Assim, o café da manhã vai além da xícara, tornando-se um verdadeiro ritual de acolhimento.
Seja no silêncio de um lar, no movimento de uma padaria ou na pressa de quem pega o café para viagem, a bebida se mantém como fiel companheira. Concetta Marcelina, em Sou Barista, lembra que até mesmo um espresso rápido pode ser transformado em um momento de prazer, capaz de mudar o humor de toda a manhã.
Assim, o café não é apenas combustível, mas uma pausa necessária. Ele desperta não só o corpo, mas também lembranças, afetos e tradições que fazem parte da identidade cultural do brasileiro.
